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Quando o Kaique entrou na MGN, em 2015, a empresa já atuava com projetos de transformação social em diferentes frentes. Mas, ao longo dos anos, ele viu nascer e evoluir uma área que se tornaria cada vez mais estratégica: o desenvolvimento de plataformas digitais voltadas para voluntariado, educação e engajamento social. Hoje, após mais de 11 anos de trajetória na MGN, Kaique acompanha de perto como a tecnologia deixou de ser apenas uma ferramenta operacional para se transformar em uma ponte entre pessoas, propósito e impacto social.
Atuando no Lab for Good, núcleo de tecnologia da MGN, ele participou diretamente da construção de projetos que hoje conectam dezenas de milhares de usuários em diferentes programas de voluntariado pelo Brasil e até fora dele. Mas o caminho até aqui foi marcado por muitos desafios, aprendizados e, principalmente, pela necessidade constante de criar soluções capazes de atender realidades muito diferentes.
Segundo ele, não existe uma fórmula pronta quando o assunto é plataforma social. Cada empresa possui uma cultura, um programa de voluntariado, uma dinâmica interna e um objetivo diferente. Por isso, o trabalho da MGN nunca foi oferecer uma solução engessada, mas desenvolver plataformas altamente personalizáveis, desenhadas de acordo com as necessidades específicas de cada projeto.
Foi assim que nasceram iniciativas para clientes como C&A, Santander, Votorantim Cimentos e diversas outras organizações. Em alguns casos, a MGN já realizava a gestão dos programas de voluntariado e passou a oferecer também a solução tecnológica. Em outros, a plataforma foi o ponto de partida da parceria. O resultado foi a criação de ambientes digitais que organizam ações, facilitam inscrições, consolidam indicadores, ampliam o engajamento e fortalecem a cultura do voluntariado dentro das empresas.
Com o passar do tempo, as plataformas evoluíram muito além do simples cadastro de ações voluntárias. Recursos de gamificação, rankings, currículos de participação, áreas de interação entre voluntários, dashboards completos de gestão e até módulos de arrecadação financeira e de produtos passaram a fazer parte dos projetos desenvolvidos pela MGN.
Segundo Kaique, um dos grandes diferenciais desse trabalho está justamente na capacidade de adaptação. Hoje, nenhuma plataforma criada pela MGN é igual à outra.
Enquanto algumas empresas precisavam de ambientes segmentados por regiões ou áreas internas, outras buscavam mecanismos de incentivo mais robustos para engajar seus colaboradores. Em alguns casos, a necessidade estava na organização de grandes volumes de dados. Em outros, na criação de experiências mais intuitivas para os usuários. A resposta sempre partia da mesma lógica: entender a dor do cliente e construir uma solução capaz de resolvê-la de forma prática, funcional e acessível.
Um dos projetos mais emblemáticos dessa trajetória é o Desafio Voluntário (DV), plataforma gamificada desenvolvida pela MGN para impulsionar ações voluntárias em larga escala. Diferente de uma plataforma tradicional de voluntariado, o DV funciona como um grande ecossistema de engajamento, onde participantes realizam missões, registram atividades, acumulam pontuações e acompanham rankings em tempo real.
Kaique relembra que uma das maiores viradas de chave aconteceu quando a MGN conseguiu integrar automaticamente os dados da plataforma de um dos clientes ao sistema do DV. Antes disso, boa parte do trabalho acontecia manualmente: cruzamento de planilhas, categorização de atividades, validação de pontuações e organização de informações que consumiam dias inteiros da equipe.
A integração automatizada não apenas reduziu drasticamente o tempo operacional, como também representou uma conquista importante diante dos desafios de segurança da informação enfrentados durante o processo.
“O que antes levava dias de trabalho virou questão de cliques”, relembra Kaique ao falar sobre o impacto da integração.
Outro projeto que marcou profundamente sua trajetória foi o EduConexão, uma plataforma voltada para professores da rede pública. Diferente dos ambientes focados em voluntariado, o EduConexão funcionava como um espaço de aprendizagem, reunindo atividades, materiais de apoio, rankings, gravações de encontros e acompanhamento pedagógico. Tudo desenvolvido em tempo recorde.
Mesmo após o encerramento do projeto, a estrutura criada continua sendo utilizada até hoje para acompanhamento dos participantes e análise de impacto do programa, demonstrando como a tecnologia desenvolvida pela MGN ultrapassa o caráter operacional e se torna também uma ferramenta estratégica de gestão social.
Para Kaique, quando um colaborador acessa uma plataforma e encontra dezenas de ações disponíveis, algo muda. O voluntariado deixa de ser uma iniciativa isolada e passa a ocupar um espaço visível dentro da cultura da empresa. Ver colegas participando, compartilhando experiências, registrando fotos e mobilizando equipes cria um efeito multiplicador.
“A plataforma alimenta o próprio voluntariado”, resume.
Essa percepção se fortaleceu ainda mais em projetos que aproximaram a equipe da realidade das pessoas impactadas pelas iniciativas.
Kaique relembra com emoção projetos como o desenvolvido junto ao Instituto Ame Sua Mente, que envolveu escolas de todo o Brasil em ações voltadas à saúde mental. Durante um ano inteiro, a equipe acompanhou gestores, professores e estudantes até a realização de uma grande premiação presencial em São Paulo. Ver educadores viajando de diferentes regiões do país para serem reconhecidos pelo trabalho realizado dentro das escolas foi um dos momentos que mais reforçaram o propósito do trabalho desenvolvido pela MGN.
Outro episódio marcante aconteceu durante projetos ligados à Olimpíada de Língua Portuguesa e ao Prêmio Itaú UNICEF.
Entre as inúmeras histórias vividas, uma delas ficou especialmente registrada em sua memória: a de um estudante do interior do país que nunca havia saído da própria cidade e precisou de uma mobilização coletiva para conseguir viajar até São Paulo e participar da premiação em que havia sido finalista. Desde a emissão de documentos até o apoio logístico para a viagem, pequenas ações da equipe fizeram parte de uma experiência que mudou completamente a realidade daquele aluno e de sua comunidade.
Mesmo enxergando seu papel como apenas “uma gotinha” dentro de algo muito maior, ele acredita que é justamente a soma dessas pequenas contribuições que torna possível a transformação social em larga escala.
Ao longo dos anos, a própria forma de desenvolver tecnologia dentro da MGN também evoluiu. Os processos ficaram mais rápidos, as entregas mais eficientes e a equipe passou a dominar cada vez melhor as etapas de implementação. O que antes levava cerca de 60 dias para entrar no ar hoje pode ser entregue em apenas 30 dias, e a expectativa é reduzir ainda mais esse prazo.
Mas, para ele, o que realmente mantém vivo o brilho nos olhos não é apenas a evolução tecnológica.
É perceber que, por trás de cada cadastro realizado, de cada ação registrada, de cada ranking atualizado e de cada plataforma entregue, existem pessoas reais sendo impactadas.
Existem voluntários encontrando novas formas de atuar, organizações ampliando seu alcance, estudantes vivendo oportunidades inéditas, professores sendo reconhecidos, comunidades sendo fortalecidas e milhares de histórias ganhando espaço para acontecer.
Mais do que criar plataformas, a MGN constrói conexões: conexões entre empresas e pessoas. Entre propósito e ação. Entre tecnologia e transformação social.
E é justamente nesse encontro que a inovação deixa de ser apenas digital para se tornar verdadeiramente humana.