Cultura organizacional: o que é e qual sua importância?

Cultura organizacional
Última atualização
fevereiro 14, 2023
Escrito por
Luana Costa

Conteúdo atualizado em 20/03/2025.

O que é cultura organizacional?

Se você faz parte do mundo corporativo, certamente já ouviu falar em "cultura organizacional". Trata-se da junção de crenças, valores e normas responsáveis por guiar e alinhar os comportamentos dos colaboradores de uma empresa, influenciando diretamente o clima da organização. 

É a cultura organizacional que posiciona a empresa tanto para fora (mercado) quanto para dentro (política interna). Por isso, interessa tanto às organizações construir e manter uma cultura forte, coerente e alinhada à estratégia do negócio

Ações de impacto social podem ser aliadas nesse processo. Quer saber como? Listamos abaixo algumas ideias de como incorporar práticas de transformação social na sua empresa e, como consequência, influenciar positivamente o clima organizacional, atrair e reter talentos e se posicionar no mercado como uma organização que leva a responsabilidade social a sério. 

Como construir uma cultura organizacional que funciona?

Antes de mais nada, é preciso analisar os valores pelos quais a empresa quer ser reconhecida, lembrando que, para ter sucesso, tudo precisa estar diretamente alinhado com a sua estratégia de negócio.

Esse conjunto de valores nortearão as normas e políticas da empresa e servirão como guia para todas as escolhas que ela vier a fazer. 

No entanto, o maior desafio da cultura organizacional é tirá-la do papel. Vemos muitas vezes empresas adotarem palavras como eficiência, agilidade ou produtividade e estamparem seus escritórios e sites com esses mesmos dizeres, mas, na prática, não conseguem incorporá-los no dia-a-dia.

Esse tipo de posicionamento constrói uma cultura fraca, que não se sustenta nem para os funcionários, que não se sentem confortáveis em vestir a camisa pois sabem que a realidade não condiz com o discurso, ou para o público externo, que na primeira interação com a empresa percebe a diferença entre teoria e prática. 

Logo, só a intenção não basta. As empresas precisam encarar os valores como norteadores e utilizá-los para guiar suas ações. Por exemplo, uma empresa que fabrica roupas jeans e tem como um de seus valores a sustentabilidade, deve encontrar maneiras de utilizar menos água em sua produção. Uma empresa de cosméticos com o mesmo valor, optaria por não fazer testes em animais e utilizar materiais sustentáveis em seus produtos.

Da mesma forma, uma empresa que tem como valor a flexibilidade, pode definir um dress code com menos restrições ou propor horários e modelos de trabalho flexíveis para sua equipe.

A cultura serve como espelho da organização. Os valores precisam refletir em tudo, desde os costumes e ritos internos até a qualidade do produto ou serviço prestado e nas interações com o cliente. 

Cultura organizacional: diagnóstico e avaliação

Manter uma cultura organizacional forte e alinhada com os objetivos da empresa exige monitoramento constante. E, para isso, é essencial realizar diagnósticos periódicos que avaliem a percepção dos colaboradores sobre a cultura vigente. Essas avaliações permitem identificar pontos fortes, desafios e oportunidades de melhoria, garantindo que os valores da empresa sejam coerentes com o dia a dia.

Algumas ferramentas e métodos que podem ser utilizados nesse processo incluem:

  • Pesquisas de clima organizacional → aplicação de questionários anônimos para entender a percepção dos colaboradores sobre aspectos como liderança, ambiente de trabalho e valores organizacionais.
  • Entrevistas e grupos focais → conversas estruturadas com funcionários de diferentes níveis para coletar percepções mais profundas sobre a cultura e as práticas da empresa.
  • Análise de feedbacks estruturados → utilização de avaliações periódicas, como one-on-ones entre líderes e equipe, para captar insights sobre engajamento e alinhamento cultural.
  • Indicadores de engajamento → monitoramento de métricas como rotatividade de funcionários, absenteísmo e nível de satisfação no trabalho para medir a aderência à cultura organizacional.

Ao identificar desalinhamentos ou oportunidades de fortalecimento da cultura, a empresa pode implementar planos de ação para reforçar seus valores e garantir que a cultura seja vivida na prática por todos os colaboradores.

Tipos de cultura organizacional

Cada empresa desenvolve sua própria cultura organizacional, influenciada por sua história, valores e modelo de gestão. Porém, é possível classificar as culturas organizacionais em diferentes tipos, conforme o modelo de Charles Handy, que destaca quatro principais abordagens:

  • Cultura de poder → baseada na centralização das decisões em um pequeno grupo ou líder, com hierarquia bem definida. Funciona bem em empresas que precisam de decisões rápidas e liderança forte, mas pode gerar competitividade interna e baixa autonomia.
  • Cultura de papéis → feita de regras, normas e processos bem estruturados. Muito comum em órgãos públicos e grandes corporações, essa cultura prioriza a organização e a previsibilidade, mas pode limitar a inovação e a flexibilidade.
  • Cultura de tarefas → focada na resolução de problemas e no cumprimento de objetivos. Empresas com esse modelo incentivam trabalho em equipe e flexibilidade, priorizando habilidades e competências dos colaboradores.
  • Cultura de pessoas → centrada no bem-estar e desenvolvimento dos funcionários. Organizações com esse perfil valorizam autonomia, inovação e engajamento dos colaboradores, criando um ambiente mais colaborativo e menos hierárquico.

Cada tipo de cultura tem vantagens e desafios, e muitas empresas combinam elementos de diferentes abordagens para atender às suas necessidades estratégicas. O mais importante é garantir que a cultura organizacional esteja alinhada aos objetivos do negócio e seja consistente na prática.

Como as ações de impacto social contribuem com a cultura organizacional?

Ano após ano, cresce o número de profissionais da Geração Z entrando no mercado de trabalho global. De acordo com um relatório da consultoria McKinsey, em 2025 eles já representarão 1/4 da força de trabalho global. Em mais cinco anos, devem chegar a 30%.

A chegada desses jovens ao mercado é importante porque traz mudanças contundentes, tanto nas estruturas e nos processos corporativos, quanto nas relações profissionais. Para essa geração, o que mais pesa na escolha de uma empresa para trabalhar é a oportunidade de desenvolvimento, o propósito da empresa e a diversidade no ambiente de trabalho

Em uma análise rápida, essa geração de novos profissionais valoriza as interações pessoais e se preocupa com o impacto das organizações no mundo. Sendo assim, para reter esses novos talentos as empresas precisam investir em:

  1. proporcionar vivências práticas entre funcionários e 
  2. dar aos colaboradores a oportunidade de trabalhar com propósito.

Unindo esses dois aspectos, temos um prato cheio para fortalecer a cultura organizacional por meio de ações de impacto social e da valorização dos direitos humanos. Além de reforçar os valores da empresa, essas iniciativas geram benefícios concretos para a organização e seus colaboradores, promovendo um ambiente mais engajado, diverso e alinhado com as expectativas do mercado atual.

6 benefícios das ações sociais para a cultura organizacional

Incluir ações sociais na estratégia empresarial vai além da responsabilidade corporativa: fortalece a cultura organizacional e impacta diretamente o engajamento e a satisfação dos colaboradores. 

Empresas que investem em iniciativas sociais não apenas contribuem para causas importantes, mas também colhem benefícios internos significativos. Confira seis vantagens dessa prática:

1. Reflexo dos valores da empresa

Uma cultura organizacional sólida precisa ir além do discurso e se refletir em ações. Ao participar de iniciativas sociais, a empresa demonstra na prática seus valores, como solidariedade, empatia e compromisso com a comunidade. Isso cria uma conexão genuína entre o que a organização prega e o que realmente faz, fortalecendo a credibilidade interna e externa.

2. Atração e retenção de talentos

Profissionais, especialmente das novas gerações, buscam cada vez mais empresas alinhadas com seus valores pessoais. Quando uma organização investe em ações sociais, ela se torna mais atrativa para talentos que valorizam propósito e impacto positivo. 

Além disso, colaboradores engajados com essas iniciativas tendem a permanecer por mais tempo na empresa, reduzindo a rotatividade e fortalecendo o time.

3. Engajamento e motivação interna

Trabalhar apenas por um salário não é mais suficiente para muitos profissionais. A participação em projetos sociais proporciona um senso de propósito, aumentando a motivação e o engajamento dos colaboradores. 

Quando eles percebem que seu trabalho contribui para algo maior, o vínculo com a empresa se torna mais forte, resultando em maior produtividade e satisfação.

4. Reputação e imagem corporativa

Empresas que investem em impacto social são vistas com bons olhos por clientes, parceiros e investidores. Ações sociais ajudam a fortalecer a reputação da marca, posicionando-a como ética, responsável e comprometida com a sociedade. 

Esse reconhecimento pode gerar diferenciação no mercado e aumentar a confiança dos stakeholders.

5. Estímulo à inovação e criatividade

A participação em desafios sociais incentiva os colaboradores a pensarem fora da caixa e buscarem soluções inovadoras. Projetos sociais frequentemente exigem adaptação e criatividade para superar desafios, desenvolvendo habilidades como empatia, resiliência e pensamento estratégico. 

6. Fortalecimento do clima organizacional

Por fim, iniciativas sociais criam um ambiente de trabalho mais colaborativo e positivo. Ao trabalharem juntos em causas nobres, os colaboradores fortalecem o espírito de equipe e o sentimento de pertencimento. Isso contribui para um clima organizacional mais saudável, onde as relações interpessoais são pautadas pela cooperação e pelo respeito mútuo.

Contratação com impacto social: como fortalecer a cultura organizacional desde o início

Um ótimo jeito de fortalecer a cultura organizacional é começando do começo: no processo de contratação. E se, desde esse primeiro momento, os candidatos já fossem apresentados aos valores e diretrizes que guiam a empresa? 

É possível ir além e não só falar sobre a cultura, mas dar aos candidatos a possibilidade de experienciá-la. 

Uma solução para atrair e reter talentos pode ser a adoção da prática de realizar, já como uma etapa do processo seletivo, ações sociais com os candidatos ao programa de trainee. 

Para tanto, a organização deve optar por substituir as tradicionais etapas de dinâmicas de grupos, que muitas vezes focam na solução de problemas dentro da própria empresa, pela realização de projetos sociais com ONGs que colocam em xeque questões cruciais no processo seletivo como: trabalho em equipe, resolução de problemas, liderança, escuta ativa, criatividade e tantos outros atributos que podem ser avaliados. 

Ao mesmo tempo, essa dinâmica possibilita que o candidato compreenda a preocupação da organização com o seu impacto social e ambiental no mundo e aprenda mais sobre os seus valores na prática. 

Ao longo do último ano, a MGN acumulou experiências com empresas que veem valor no engajamento por meio de ações de impacto social. Desenvolvemos, junto com os nossos clientes, processos seletivos que envolvem o desenvolvimento de projetos para ONGs, além de palestras e workshops sobre ESG e outras temáticas sociais. 

Os resultados têm sido positivos para os dois lados. Percebemos que essa é uma poderosa ferramenta de atração e retenção de talentos, já que a nova geração de colaboradores tem, em seu DNA, a vontade de trabalhar com propósito. Ao mesmo tempo, as ONGs são beneficiadas com projetos de alto nível que trazem melhorias para a organização e ajudam a transformação social a chegar mais longe. 

Voluntariado empresarial: um meio de manter a cultura organizacional ativa e fortalecida

Utilizar o voluntariado empresarial para manter ações frequentes de impacto social na empresa que se alinhem à cultura organizacional é uma maneira de manter os valores da empresa sempre frescos na mente dos colaboradores.

Ao se envolver com ações de voluntariado propostas pela empresa, além de se desenvolver como pessoa e como profissional, o funcionário pode também relembrar as palavras-chave que norteiam os pensamentos da organização e aplicá-los na prática. Por isso, o voluntariado empresarial é também uma ótima ferramenta de fortalecimento da cultura organizacional. 

Filantropia, Investimento Social Privado e Destinação de Recursos por meio de Leis de Incentivo são formas de colocar valores em prática, reforçar a cultura e “materializar as materialidades” da jornada ESG de qualquer organização!

5 exemplos de cultura organizacional nas empresas

A cultura organizacional define a identidade de uma empresa e influencia diretamente seu ambiente interno e sua reputação no mercado. Empresas bem-sucedidas utilizam a cultura como um diferencial estratégico, alinhando valores, comportamentos e práticas ao seu propósito. 

A seguir, destacamos alguns cases de empresas conhecidas e como suas culturas impactam sua gestão e desempenho:

Google: inovação, criatividade e autonomia

O Google é um dos exemplos mais icônicos de cultura organizacional voltada para inovação. A empresa estimula a criatividade e a troca de ideias, promovendo um ambiente de trabalho dinâmico e colaborativo. 

Seus escritórios oferecem espaços informais e descontraídos para incentivar a interação entre equipes. Além disso, os colaboradores têm autonomia para desenvolver projetos pessoais dentro do conceito de "20% do tempo", permitindo que ideias inovadoras se tornem grandes produtos.

Natura: sustentabilidade e impacto social

A Natura construiu uma cultura organizacional fundamentada na sustentabilidade e na responsabilidade social. A empresa se destaca pelo compromisso com práticas ambientais e pela valorização da diversidade. 

Suas políticas incluem o uso de matérias-primas sustentáveis, a promoção de cadeias produtivas responsáveis e programas que incentivam a equidade de gênero. Esse posicionamento reflete diretamente na forma como a empresa se comunica com seus colaboradores e consumidores.

Netflix: alta performance e liberdade com responsabilidade

A Netflix tem uma cultura baseada na transparência, autonomia e alta performance. Seu famoso "Culture Deck" estabelece princípios como liberdade e responsabilidade, incentivando os colaboradores a tomarem decisões estratégicas sem microgestão. 

A empresa prioriza um ambiente de confiança e feedback contínuo, garantindo que as equipes tenham liberdade para inovar, mas sempre com foco em entregar resultados de excelência.

Zappos: experiência do cliente e felicidade dos colaboradores

A Zappos é referência quando se trata de cultura organizacional centrada na experiência do cliente e no bem-estar dos colaboradores. A empresa valoriza fortemente o fit cultural, garantindo que cada funcionário esteja alinhado com seus valores de atendimento excepcional e trabalho em equipe. 

O ambiente de trabalho é descontraído e motivador, com benefícios e incentivos voltados para manter a satisfação interna. Essa abordagem reflete diretamente no atendimento ao cliente, que se tornou um diferencial da marca.

Toyota: eficiência e melhoria contínua (Kaizen)

A cultura da Toyota é amplamente reconhecida pela filosofia Kaizen, que preza pela melhoria contínua e pela eficiência operacional. A empresa incentiva a participação ativa dos funcionários na busca por processos mais ágeis e eficazes, promovendo um ambiente de aprendizado constante. 

Seu modelo de gestão, o Toyota Production System (TPS), revolucionou a indústria automotiva e inspirou práticas de excelência em diversas empresas ao redor do mundo.

Gostou do conteúdo e quer saber mais? Na MGN, te ajudamos a entender qual ação de transformação social melhor se encaixa na sua estratégia. Entre em contato com a MGN e vamos conversar. 

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