Investimento Social Privado (ISP), Responsabilidade Social Empresarial (RSE), Sustentabilidade e, agora, Environmental, Social and Governance (o famoso ESG). São tantas siglas e termos que fica difícil entender o que quer dizer cada uma delas.
Pensando nisso, vamos definir aqui estes conceitos para que você possa direcioná-los melhor em sua empresa. Vamos lá?
Diferenciar as formas de filantropia tradicional e caridade das ações sociais derivadas de repasse de recurso privado (empresas) foi o objetivo fundamental quando criou-se, em meados dos anos 1990, o conceito de Investimento Social Privado (ISP).
A característica essencial do Investimento Social Privado é o repasse de recursos ser feito de forma planejada, monitorada e sistemática para que o investimento atinja os públicos desejados. Sendo assim, o Investimento Social Privado vai muito além de uma doação da empresa.
Vamos pensar um pouco sobre a palavra investimento. Investir é pensar que determinado recurso servirá para alguma coisa no futuro daquele empreendimento. Ou seja, trará algum retorno. No caso do investimento social, os recursos investidos objetivam, obrigatoriamente, a transformação social da comunidade onde a empresa está inserida.
As empresas podem optar por gerenciar diretamente seus projetos de Investimento Social Privado ou promovê-las por meio de institutos e fundações criados especialmente para isto.
A partir do Livro Verde da Comissão Europeia, de 2001, o conceito de Responsabilidade Social Empresarial passou a ganhar força. No documento, está contida a informação chave que define o conceito: a gestão das empresas não pode ser norteada apenas para o cumprimento de interesses dos proprietários das mesmas.
Dessa forma, Responsabilidade Social é uma forma das organizações adotarem uma postura positiva em relação à sociedade. Com o tempo, o conceito amplo passou a ganhar outros nomes, como: Responsabilidade Social Corporativa, Responsabilidade Socioambiental e, a mais famosa, Responsabilidade Social Empresarial.
O objetivo principal da empresa ao implementar uma área de Responsabilidade Social deve ser uma melhoria contínua da qualidade de vida da comunidade do entorno. Portanto, o ideal é que ações de Responsabilidade Social estejam em equilíbrio entre o que a comunidade precisa e o negócio.
Gerar renda sem perder o foco na redução das desigualdades sociais. É este o objetivo da área de Sustentabilidade em empresas.
A ideia central da Sustentabilidade é criar um modelo de negócios em que o lucro não está mais acima de tudo, mas fazer com que a empresa comece a se preocupar também com o seu impacto na sociedade em que está inserida.
O grande destaque do conceito de Sustentabilidade diz respeito a sua capacidade para prever, adaptar e aproveitar mudanças no ambiente físico, social e econômico. Hoje, podemos definir que o principal objetivo da Sustentabilidade nas empresas é harmonizar a exploração dos recursos, o desenvolvimento tecnológico e as mudanças institucionais focadas no bem-estar social.
A sigla ESG advém do termo em inglês Environmental, Social and Governance – ou, em português, ASG, referindo-se à Ambiental, Social e Governança.
O ESG nasceu para fazer com que qualquer modelo de negócio incluísse metas ambientais, sociais e de governança. Para especialistas da área de finanças sustentáveis, a incorporação de critérios ambientais, sociais e de governança na análise de empresas é um caminho a ser trilhado.
A sigla é a mais recente entre todas as denominações anteriores, justamente por conseguir colocar no DNA das organizações a importância de se pensar em negócios sustentáveis.
O ESG surge para que o tema de Sustentabilidade chegue ao Conselho de administração, trazendo um olhar da alta direção da empresa para o assunto, que deve ser uma agenda contínua em todas as suas ações, desde lançamento de novos produtos e serviços, até o marketing e a cultura interna.
🔎 Tudo que você precisa saber sobre ESG
A partir da apresentação dos quatro termos expostos acima é possível perceber que houve uma evolução ao longo das últimas décadas. O que antes era considerada “apenas” uma atitude socialmente responsável, uma tendência, passou a estar no DNA das empresas e a ser prioridade em todas as suas políticas internas e externas.
Por este motivo, desenvolver ações sociais é ponto chave para todas as empresas. Se não fizer, estará ultrapassada na forma de gerenciar o negócio.
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