Como a Volkswagen entrou no cursinho popular

Clientes:

Fundação Grupo Volkswagen (automobilístico, serviços e financeiro)

Esta experiência faz parte do Programa Aliados, iniciativa de voluntariado com atuação territorial já apresentada em outro case da MGN. Aqui, o foco é uma ação específica desenvolvida com jovens de um cursinho popular em São Bernardo do Campo.

Desafio: aproximar jovens de um cursinho popular do universo Volkswagen

Dentro da operação do Programa Aliados, a MGN se conectou com a Associação de Moradores do Bairro do Montanhão, em São Bernardo do Campo. No local, funciona um cursinho popular preparatório para o Enem e vestibulares, conduzido por um coletivo de pessoas voluntárias com o propósito de ampliar o acesso de jovens da região ao ensino superior.

A ação prevista inicialmente tinha uma frente ligada à infraestrutura da associação. Durante o planejamento, surgiu um pedido direto do coletivo responsável pelo cursinho: trazer a Volkswagen para dentro do espaço.

O desafio não era simples. Era preciso transformar uma empresa grande, com dezenas de áreas e processos, em algo compreensível e inspirador para jovens que, em muitos casos, nunca haviam entrado em uma empresa. Também era necessário criar uma atividade que pessoas voluntárias pudessem conduzir com segurança, mesmo quando não atuavam diretamente na área apresentada aos participantes.

Solução: um circuito de sete estações que virou porta de entrada

A MGN desenvolveu um circuito com sete estações, cada uma representando, de forma simbólica e acessível, uma área de atuação da Volkswagen. Em cada parada, os jovens tinham contato com uma explicação sobre a função daquela área, exemplos de profissões e formações relacionadas, habilidades buscadas pelo mercado, uma dinâmica vivencial e relatos pessoais compartilhados pelas pessoas voluntárias.

A atividade começou com uma dinâmica de quebra-gelo. Em seguida, cerca de 20 jovens foram divididos em sete grupos, que circularam por todas as estações ao longo de aproximadamente 90 minutos, com rodadas de 15 minutos cada.

Alguns exemplos de como as estações funcionavam:

  • Qualidade: os jovens recebiam canudos cortados em tamanhos diferentes e, usando um gabarito, precisavam identificar quais atendiam aos parâmetros estabelecidos. A dinâmica mostrava, na prática, como pequenas variações afetam o controle de qualidade de um produto.
  • Sustentabilidade: cartões com desafios reais do dia a dia corporativo, como consumo de água e gestão de resíduos, convidavam os participantes a assumir o papel de gestores da área e propor soluções.
  • Jurídica: usando o "semáforo das situações", os jovens ouviam casos ligados à legislação trabalhista e conformidade e respondiam levantando cartões verdes, amarelos ou vermelhos.
  • Produção: uma simulação de linha de produção trabalhava organização e sequência de tarefas, seguida de um vídeo mostrando automação e robótica na prática.

As pessoas voluntárias tiveram papel central na experiência. Além de conduzir as dinâmicas, compartilharam elementos das próprias trajetórias, como escolhas profissionais e situações vividas no trabalho. Isso aproximou o conteúdo da realidade dos jovens e deu à atividade uma camada pessoal que os dados sozinhos não alcançariam.

Para garantir consistência entre as sete estações, a MGN preparou previamente todo o material: páginas de orientação com o conteúdo de cada área, guias com duração, materiais necessários e sequência de execução, além de uma capacitação para as pessoas voluntárias antes da ação. Essa estrutura reduziu a necessidade de improviso e permitiu que profissionais com experiência corporativa conduzissem as estações mesmo sem pertencer exatamente àquela área, ampliando a flexibilidade da ação sem limitar o número de carreiras apresentadas.

Resultados: jovens que se abriram e voluntários que se aproximaram

A ação não teve uma avaliação formal de impacto, e os resultados aqui apresentados refletem percepções e evidências qualitativas observadas durante e depois da atividade.

Os jovens participaram intensamente, incluindo aqueles que no início demonstravam mais timidez. Ao longo do circuito, cresceu o interesse pelas diferentes áreas, a curiosidade sobre profissões e rotinas de trabalho e a conexão com as pessoas voluntárias. Ao final, o grupo tinha ampliado seu repertório sobre carreiras e se aproximado de um universo profissional que antes parecia distante.

Os professores do cursinho destacaram o engajamento da turma e observaram jovens participativos, interessados e inspirados. A equipe demonstrou interesse em retomar os aprendizados da atividade em encontros futuros, conectando a experiência tanto à preparação para as provas quanto à construção de planos de vida e carreira.

Um detalhe reforça o significado da ação: os participantes vivem em um território vizinho à fábrica da Volkswagen, mas essa proximidade física não significava, até então, que reconhecessem a empresa como um espaço também acessível a eles. O circuito ajudou a mostrar que oportunidades profissionais podem existir perto de casa, uma mensagem que dialoga diretamente com o trabalho que o próprio cursinho já desenvolve ao apresentar a universidade pública como parte possível do futuro desses jovens.

Quer levar experiências de voluntariado estruturadas e criativas para dentro da sua empresa?

A ação com a Fundação Grupo Volkswagen mostra como estrutura, criatividade e conexão pessoal transformam um tema complexo em uma experiência acessível e inspiradora. Se sua organização quer criar programas de voluntariado com esse tipo de impacto, entre em contato com a MGN.

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