metodologias que geram impacto

Como a MGN transforma conhecimento em metodologias que geram impacto

Clientes:


Quando uma empresa procura a MGN para desenvolver uma metodologia, a conversa quase nunca começa pelo problema.

Na maioria das vezes, ela começa pela solução.

"Queremos um jogo."

É assim que muitos clientes chegam. Eles já tiveram contato com alguma experiência inspiradora, conhecem um projeto semelhante ou imaginam que determinado formato será capaz de engajar colaboradores, estudantes ou comunidades. Mas, para a MGN, o ponto de partida nunca é o formato da atividade. Antes de pensar em tabuleiros, cartas, personagens ou oficinas, existe uma pergunta muito mais importante: o que essa metodologia precisa transformar?

Essa forma de enxergar o processo acompanha Denise Ilha desde que ela entrou para a MGN, em 2011. Jornalista de formação e especialista em desenvolvimento de conteúdos educacionais, ela participou da consolidação de uma das frentes mais características da empresa: a criação de metodologias que tornam temas complexos acessíveis, envolventes e capazes de gerar transformação social.

Ao longo de quase 15 anos, Denise ajudou a desenvolver jogos educativos, trilhas de aprendizagem, cursos a distância, materiais para professores, oficinas, capacitações e experiências gamificadas para empresas, escolas e organizações sociais. Mais do que criar materiais, seu trabalho consiste em transformar conhecimento em experiências que façam sentido para quem ensina e para quem aprende.

Como nasce uma metodologia

Antes de chegar à MGN, Denise já trabalhava com educação corporativa. Foi nesse período que descobriu um universo que unia duas áreas pelas quais sempre teve interesse: comunicação e aprendizagem.

O desafio era transformar conteúdos técnicos em experiências capazes de ensinar pessoas de forma clara e envolvente. Em vez de apenas transmitir informações, era preciso encontrar maneiras de explicar, contextualizar e despertar o interesse de quem estava aprendendo. Essa lógica acabou se tornando a base do trabalho que desenvolve até hoje.

Na MGN, esse conhecimento encontrou um novo propósito. À medida que os projetos de voluntariado corporativo cresceram, aumentou também a demanda por metodologias que apoiassem as ações realizadas pelas empresas. Não bastava reunir voluntários e definir um tema. Era necessário criar experiências que permitissem aos participantes conduzir atividades com segurança, mesmo sem experiência anterior em sala de aula, ao mesmo tempo em que proporcionassem uma vivência significativa para os beneficiários.

Foi assim que a criação de metodologias se consolidou como uma especialidade da MGN.

Para Denise, desenvolver uma metodologia exige muito mais do que criatividade. O primeiro passo é compreender profundamente o contexto do projeto. Cada cliente chega com objetivos, públicos, recursos e desafios diferentes, e todas essas variáveis influenciam diretamente o formato da solução.

Antes de qualquer decisão, a equipe procura responder perguntas fundamentais: quem irá aplicar a metodologia? Quem participará da atividade? O público já possui algum conhecimento sobre o tema? A ação acontecerá em uma escola, em uma organização social ou dentro da empresa? Os facilitadores serão professores ou voluntários? Existe orçamento para materiais mais elaborados? A metodologia precisará ser replicada em diferentes regiões do país?

Essas respostas orientam todo o processo criativo. Muitas vezes, o cliente acredita precisar de um jogo de tabuleiro porque viu uma experiência semelhante funcionando em outro contexto. No entanto, durante o desenvolvimento do projeto, percebe-se que uma dinâmica diferente será mais eficiente para alcançar os objetivos propostos.

É por isso que, na MGN, o formato nunca vem antes da estratégia.

Outro elemento essencial desse processo é o repertório acumulado pela equipe. Ao longo de mais de duas décadas, a MGN construiu uma ampla coleção de metodologias, dinâmicas e experiências que servem como referência para novos projetos. Esse conhecimento é constantemente revisitado, não para ser reproduzido, mas para inspirar novas soluções.

A pesquisa também faz parte dessa construção. Jogos modernos, mecânicas já consagradas, metodologias educacionais e novas formas de interação são estudados continuamente. Muitas vezes, uma ideia nasce da combinação entre diferentes referências. Uma regra de um jogo de cartas pode ser adaptada para ensinar educação financeira. Uma dinâmica colaborativa pode inspirar uma oficina sobre sustentabilidade. Em outros casos, o desafio exige criar algo completamente novo.

Como a própria Denise resume, nenhuma metodologia surge do zero. Ela nasce da experiência acumulada, das pesquisas realizadas e da capacidade de conectar diferentes ideias para criar uma solução inédita.

Quando a metodologia ganha vida

Se existe um projeto que representa bem essa forma de trabalhar, é a participação da MGN nos programas educacionais dos Jogos Olímpicos Rio 2016.

O relacionamento começou a partir da experiência da empresa na formação de jovens lideranças em escolas. A partir desse trabalho, a MGN foi convidada a desenvolver uma metodologia voltada à criação de grupos de estudantes que atuariam como multiplicadores dos valores olímpicos dentro do ambiente escolar.

O projeto cresceu rapidamente.

Além da metodologia, foram desenvolvidos manuais para professores, materiais de apoio, cursos de educação a distância, capacitações presenciais e uma série de recursos que permitiam levar a proposta para diferentes escolas do país. O que inicialmente era um programa específico transformou-se em uma ampla estratégia de formação.

As capacitações também fugiam do modelo tradicional. Para tornar os encontros mais envolventes, a equipe incorporava elementos de storytelling, personagens e experiências imersivas. Durante uma das formações, por exemplo, Marcelo Nonohay interpretava personagens históricos ligados à origem dos Jogos Olímpicos, criando uma narrativa que aproximava os jovens daquele universo de maneira leve, divertida e memorável.

Esse tipo de abordagem traduz um dos princípios que orientam a criação de metodologias na MGN: as pessoas aprendem melhor quando participam da experiência.

Por isso, cada atividade é desenhada para estimular interação, curiosidade e participação ativa, fazendo com que o conteúdo deixe de ser apenas uma informação transmitida e passe a ser vivido pelos participantes.

O impacto de ensinar de outra forma

Ao longo desses quase 15 anos, Denise trabalhou com temas extremamente diversos. Educação financeira, sustentabilidade, liderança jovem, voluntariado corporativo e, mais recentemente, refugiados são apenas alguns exemplos dos universos que precisou conhecer para transformar em experiências educativas.

Cada novo projeto exige pesquisa, estudo e uma imersão completa em uma realidade diferente. E esse processo também transforma quem está criando.

Segundo Denise, cada metodologia desenvolvida amplia seu próprio repertório. Ao estudar novos temas, compreender diferentes públicos e construir formas de explicar assuntos complexos, ela também aprende, revisita conhecimentos e passa a enxergar questões sociais sob novas perspectivas.

Esse impacto vai além da equipe da MGN.

Os voluntários que conduzem as atividades desenvolvem habilidades de comunicação, liderança e escuta. Crianças e jovens entram em contato, muitas vezes pela primeira vez, com temas que podem influenciar suas escolhas futuras. Professores encontram novas ferramentas para enriquecer suas práticas pedagógicas. Empresas fortalecem o engajamento de seus colaboradores por meio de experiências que conectam propósito e ação.

Em muitos casos, a atividade acontece apenas uma vez. Mas a reflexão permanece.

Uma conversa sobre educação financeira pode incentivar uma família inteira a rever seus hábitos de consumo. Uma oficina sobre sustentabilidade pode despertar novos comportamentos dentro da escola. Um jogo sobre diversidade pode provocar discussões que continuam muito depois do encerramento da atividade.

É justamente essa capacidade de gerar mudanças que faz das metodologias da MGN muito mais do que materiais educativos.

Elas são instrumentos que aproximam pessoas, fortalecem o voluntariado, ampliam o alcance de projetos sociais e tornam o aprendizado uma experiência capaz de produzir transformação real.

Porque, no fim das contas, ensinar não é apenas transmitir conhecimento.

É criar as condições para que ele seja vivido, compartilhado e colocado em prática.

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