
Clientes:
Quatro formações diferentes, trajetórias profissionais que começaram em lugares bastante distintos e um ponto de encontro: a gestão de programas de voluntariado corporativo que conectam empresas, pessoas e organizações sociais.
Ana Martins de Oliveira, Elise Amin, Fernanda Costa e Gabriela Viola formam um dos times de projetos da MGN. Juntas, elas atuam na estruturação, implementação e acompanhamento de programas de voluntariado corporativo, além de iniciativas de formação e outras frentes de impacto social. São projetos presenciais, online ou híbridos que envolvem diferentes públicos e, em muitos casos, são construídos e aprimorados ao longo de vários anos.
A diversidade das entregas acompanha a diversidade do próprio time. Gestão de políticas públicas, arquitetura, contabilidade e psicologia são algumas das áreas que deram início às trajetórias das quatro profissionais. Hoje, esses repertórios se encontram na busca por um mesmo resultado: compreender as particularidades de cada organização e desenvolver estratégias de voluntariado capazes de mobilizar pessoas e gerar impacto positivo.
A história de Ana se mistura com parte importante da própria trajetória da MGN. Formada em Gestão de Políticas Públicas pela USP, ela chegou aqui como estagiária há 15 anos, quando a equipe ainda era bastante pequena. Seu primeiro projeto foi a organização de uma feira de oportunidades para jovens do programa Jovem de Futuro, do Instituto Unibanco. Mas sua primeira semana acabou reservando outra experiência.
Ana foi acompanhar uma aplicação do projeto Estudar Vale a Pena e, diante da ausência de um voluntário, acabou entrando em sala de aula. O que começou de maneira inesperada se transformou em uma experiência determinante para sua trajetória.
Nos anos seguintes, ela acompanhou a evolução do programa e participou da construção de processos que ajudariam a formar parte do repertório da MGN para ações estruturadas: inscrições, confirmações, capacitação e acompanhamento de voluntários, estratégias para reduzir desistências e organização de aplicações em diferentes estados. Com o tempo, passou de acompanhante das capacitações a uma das responsáveis por conduzi-las.
“Foi uma bela bagagem para mim, no sentido de criação de metodologias e de métodos de gestão que hoje são uma escola na MGN para as ações que a gente faz.”
A chegada de Gabriela Viola aconteceu por outro caminho. Arquiteta de formação, ela já sabia que queria trabalhar com projetos sociais e havia participado da criação de uma organização voltada a iniciativas relacionadas à arquitetura e urbanismo para crianças. Antes de entrar na MGN, porém, o voluntariado corporativo ainda era um universo desconhecido para ela.
Há cerca de quatro anos e meio na empresa, Gabriela construiu sua atuação principalmente na gestão de programas de voluntariado. Nesse período, passou por diferentes clientes, formatos e desafios, incorporando à experiência anterior no terceiro setor um novo olhar sobre a relação entre empresas e impacto social.
“Eu sempre soube que queria trabalhar com projetos sociais. Quando entrei na MGN, não fazia ideia do que era voluntariado corporativo, e fui entendendo ao longo dos anos que dá, sim, para fazer esse trabalho dentro de um contexto empresarial.”
Para Fernanda Costa, a mudança foi ainda mais significativa. Antes da MGN, ela havia trabalhado durante 13 anos com contabilidade, em uma rotina ligada a cálculos, impostos e folha de pagamento. Quando decidiu buscar uma nova oportunidade profissional, queria encontrar uma atividade diferente e que também permitisse uma aproximação maior com pessoas.
A entrada na MGN, há pouco mais de quatro anos, apresentou a ela um campo que até então não conhecia profissionalmente. A gestão continua sendo parte importante de seu cotidiano, mas passou a dividir espaço com projetos de voluntariado e, eventualmente, com o contato direto com os públicos envolvidos nas iniciativas.
Uma experiência em Ouro Branco foi especialmente marcante. Ao entrevistar famílias e conhecer de perto suas histórias, Fernanda percebeu como o contato com diferentes realidades também transforma quem trabalha nos bastidores dos projetos.
“Mesmo que a gente fique muito na gestão, quando sai e tem esse contato com o público externo, é muito significativo. O voluntariado, para mim, vai muito além.”
Elise Amin também chegou à MGN em 2022, trazendo uma formação bastante diferente. Psicóloga, pós-graduada em Psicologia Organizacional e Gestão de Pessoas, ela já havia trabalhado com diagnósticos organizacionais, palestras, workshops, liderança e gestão de pessoas, além de experiências na psicologia clínica e em outros contextos de atuação.
Seu repertório ainda passa pelo cinema e pela literatura, interesses que ajudaram a construir seu olhar para comportamento humano, narrativas e relações. Na MGN, encontrou a possibilidade de conectar esse interesse pelas pessoas à relação entre organizações e causas sociais.
“Eu acredito que as pessoas são agentes de transformação, capazes de gerar impacto positivo tanto nas comunidades em que vivem quanto nas organizações. Fazer essa ponte entre empresas e causas sociais faz muito sentido para mim.”
Apesar dos diferentes repertórios, existe um eixo que conecta grande parte do trabalho do time: a gestão de programas de voluntariado corporativo de ponta a ponta.
São iniciativas presenciais, online ou híbridas, muitas delas contínuas e desenvolvidas ao longo de vários ciclos. Isso significa acompanhar não apenas uma ação isolada, mas todo o percurso de um programa: estruturação, relacionamento com o cliente, mobilização de voluntários, articulação com organizações sociais, acompanhamento das ações, análise dos resultados e identificação de oportunidades de melhoria.
Programas como os do Instituto Santander, Fundação Grupo Volkswagen, Gerdau e outros clientes já fizeram ou ainda fazem parte dessa rotina. Há também projetos que fogem desse eixo principal, como iniciativas de formação de organizações sociais e o atendimento relacionado à plataforma de cursos da Fundação Itaú, que inclui suporte às escolas, emissão de certificados, comunicação e acompanhamento de dados dos cursistas.
A continuidade desses projetos permite que o time acumule aprendizados de um ciclo para o outro. Estratégias de mobilização podem ser revistas, formas de comunicação ajustadas e experiências bem-sucedidas podem alimentar novos projetos, sempre considerando as características particulares de cada cliente e de cada público.
Gabriela resume essa atuação como um trabalho que acontece “do começo ao fim”, chegando aos detalhes necessários para que cada etapa funcione. Nesse processo, existe uma preocupação constante em olhar para os dois lados da relação: o que a empresa pretende mobilizar e aquilo que faz sentido para as organizações e comunidades envolvidas.
“A gente tenta muito fazer essa ponte. Não é simplesmente levar para uma organização alguma coisa que não tenha relação com ela. Existe um cuidado para que aquela experiência consiga gerar impacto dentro do contexto em que acontece.”
Quando um projeto novo chega ao time, um dos primeiros desafios é compreender o que existe por trás da demanda apresentada.
Nem sempre o pedido inicial chega completamente estruturado. Por isso, fazer uma escuta de qualidade, entender as expectativas do cliente, conhecer o perfil das pessoas que serão mobilizadas e avaliar quais propostas realmente fazem sentido para aquele contexto são etapas importantes antes de transformar uma ideia em projeto.
Esse conhecimento também é construído ao longo do relacionamento. Nos programas contínuos, novos desafios aparecem durante a execução e exigem ajustes de rota. A mobilização de voluntários é um exemplo: mesmo quando a estrutura de um programa já está consolidada, é necessário acompanhar a participação e pensar em estratégias para manter o engajamento e contribuir para os resultados esperados.
Elise acrescenta outro elemento importante: reconhecer até onde a MGN, como consultoria, pode atuar e, a partir daí, encontrar maneiras de facilitar o trabalho do cliente. Isso pode significar rever estratégias de comunicação, pensar em maneiras de ampliar a adesão, reduzir desistências ou desenvolver novos mecanismos de reconhecimento e engajamento.
“Eu vejo que o nosso papel em consultoria é facilitar tudo o que for possível para o cliente. Os desafios aparecem ao longo do projeto e a gente vai pensando em novas possibilidades de como pode apoiar.”
Em projetos que atravessam vários anos, o contexto das organizações também pode mudar: novas lideranças, equipes, prioridades e formas de mobilização fazem com que uma estratégia que funcionou em determinado momento precise ser revisitada em outro.
Para o time, acompanhar essas mudanças faz parte da gestão. Um programa contínuo não deve simplesmente repetir a mesma fórmula todos os anos: os aprendizados acumulados ajudam a identificar novas oportunidades e a adaptar estratégias de acordo com o momento vivido pela organização.
Um exemplo citado por Elise é a criação de mecanismos que estimulem a permanência de voluntários ao longo de diferentes ciclos. Em um dos programas gerenciados pelo time, foi desenvolvida uma lógica de reconhecimento que valoriza a participação recorrente e constrói uma jornada de engajamento de longo prazo.
Ana identifica nessa capacidade de adaptação uma característica que vai além do próprio núcleo e está presente na maneira como a MGN trabalha. Atender empresas diferentes significa compreender contextos diferentes e descobrir, em cada relação, onde a consultoria consegue contribuir mais.
“Acho que a MGN tem essa característica de ser maleável o suficiente para se adaptar e entregar ao cliente o que ele precisa. A gente acaba sendo uma extensão do cliente, um braço que está ali para apoiar.”
Essa proximidade permite que o trabalho avance para além da execução de tarefas. Conhecer o contexto, acompanhar as metas e compreender as transformações de cada programa ajuda o time a identificar necessidades e propor caminhos ao longo da parceria.
Se os projetos precisam ser flexíveis, a própria organização do time segue uma lógica semelhante.
A distribuição das responsabilidades considera tanto as demandas de cada projeto quanto as características profissionais de Ana, Elise, Fernanda e Gabriela. Há trabalhos que se aproximam mais do repertório de uma delas, enquanto outros exigem uma combinação diferente de competências.
Essa divisão, porém, não cria fronteiras rígidas.
Semanalmente, o grupo revisa demandas, identifica sobrecargas e redistribui atividades quando necessário. Uma profissional que não participa diretamente de determinado projeto pode entrar para apoiar uma entrega específica. A lógica, segundo Ana, é simples: o trabalho não pertence exclusivamente a uma pessoa, pertence ao núcleo.
“É muito trabalho em equipe mesmo.”
Essa dinâmica foi colocada à prova em 2026, durante a licença-maternidade de Ana. Para Elise, o período mostrou como a autonomia construída anteriormente ajudou o restante do time a seguir conduzindo as entregas. Ela associa essa segurança à confiança, às conversas frequentes e ao processo contínuo de desenvolvimento profissional cultivado pelo grupo.
“Eu vejo a profissional que entrou na MGN e a profissional que sou hoje, e é bem diferente. Tem muito a ver com confiança no nosso trabalho, com as conversas e com esse processo de melhora constante.”
Depois de anos acompanhando projetos sociais, a percepção sobre o que significa gerar impacto também amadureceu dentro do time.
Para Ana, uma das principais mudanças foi compreender melhor a dimensão que uma ação de voluntariado pode ocupar. Nem sempre uma iniciativa isolada será capaz de transformar completamente a realidade de quem participa, mas ela pode proporcionar encontros que dificilmente aconteceriam de outra forma.
É especialmente nessa aproximação que Ana encontra sentido em seu trabalho: criar oportunidades para que pessoas voluntárias conheçam outros territórios, realidades e experiências, ampliando sua percepção sobre o mundo para além dos espaços que fazem parte de sua rotina.
“Fazer com que essas pessoas tenham contato com uma realidade que talvez nunca tivessem conhecido, para mim, já faz muita diferença.”
Gabriela chegou a uma percepção semelhante. Sua experiência anterior no terceiro setor carregava uma expectativa de transformação em grande escala. A atuação na MGN trouxe uma compreensão mais concreta sobre as possibilidades e os limites de cada iniciativa e, principalmente, sobre o papel que uma consultoria pode exercer ao aproximar recursos corporativos de organizações e causas sociais.
Para ela, fazer essa ponte exige escuta. Significa entender o que as organizações estão fazendo e buscar maneiras responsáveis de direcionar recursos e esforços para necessidades reais, mesmo reconhecendo que nenhuma ação isolada resolverá problemas sociais complexos.
Fernanda destaca uma transformação diferente. A mudança de área despertou nela uma vontade maior de aprender, ler e buscar novos conhecimentos. Ao mesmo tempo, o contato com organizações e projetos fez com que passasse a enxergar novas possibilidades de conexão entre necessidades existentes nos territórios e empresas que desejam contribuir.
“A MGN me transformou como pessoa. Despertou em mim vontade de aprender mais, de ler mais, de adquirir conhecimento.”
Para Elise, o impacto está profundamente relacionado à troca proporcionada pelo voluntariado. Compartilhar conhecimentos e experiências também significa estar disponível para conhecer realidades diferentes da própria. Em projetos de mentoria ou educação financeira, por exemplo, um conteúdo compartilhado pode não mudar sozinho a trajetória de alguém, mas pode acrescentar uma informação, uma referência ou uma possibilidade que antes não estava presente.
“Ação após ação, a gente vê que pode não mudar inteiramente a vida de uma pessoa, mas, às vezes, pode fazê-la pensar e aproximá-la um pouco mais de onde ela quer chegar.”
Na MGN, acreditamos que programas de voluntariado corporativo consistentes são construídos com estratégia, escuta e capacidade de adaptação. É essa combinação que orienta o trabalho de Ana, Elise, Fernanda e Gabriela, conectando diferentes conhecimentos para desenvolver projetos alinhados aos objetivos de cada organização e às necessidades das comunidades.
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